vinte e três minutos
Há horas que passam como aprendemos nas aulas: têm sessenta minutos, como deveriam, e em cada um desses minutos há, como ditam os livros, sessenta pequenos e pontuais segundos.
O que não nos explicam, mas depressa aprendemos, é que há horas que parecem dias. São tão grandes que nessas horas daria para decorar um dicionário inteiro, daria para fazer um passe e o cartão do cidadão, daria para ver o Louvre de uma ponta à outra. Essas horas não passam, vão-se arrastando.
E depois claro, há as melhores horas. Aquelas que juramos nem terem passado, que o relógio nem viu, que o tempo não registou. Nessas horas a vontade é nunca ter aprendido a saber a hora, deitar os livros fora e fazer de conta que o tempo parou.
O que não nos explicam, mas depressa aprendemos, é que há horas que parecem dias. São tão grandes que nessas horas daria para decorar um dicionário inteiro, daria para fazer um passe e o cartão do cidadão, daria para ver o Louvre de uma ponta à outra. Essas horas não passam, vão-se arrastando.
E depois claro, há as melhores horas. Aquelas que juramos nem terem passado, que o relógio nem viu, que o tempo não registou. Nessas horas a vontade é nunca ter aprendido a saber a hora, deitar os livros fora e fazer de conta que o tempo parou.
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