Gaveta de Ressonância
Tenho uma gaveta de recordações, vocês também?
Achei que uma caixa não tinha tamanho suficiente, então atafulhei uma gaveta inteira com papelada, "lixo", fotografias, caixinhas, desenhos e muitos objectos estranhos.
De quando em vez, sento-me em frente da gaveta e assisto à minha vida, enquanto vou analisando cada peça que retiro da confusão das minhas memórias.
Bom, noutro dia a minha mãe chegou a casa e mostrou-me um e-mail que lhe tinham enviado e que agora circula imenso pela internet (ver aqui) e, logo de seguida, mostrou-me uma carta que um colega meu me escreveu algures entre o meu primeiro ano e o meu quarto ano de escolaridade.
Bastantes informações a retirar da carta, seguindo os pontos:
1- O Tiago via muito bem;
2- Eu brimcava nuito ben con os neus anigos;
3- Já com 8 anos eu era inesquecível;
4- Fazemos sempre pedidos impossíveis, seja em que idade for.
Podemos ainda extrair outras informações da carta:
- A nossa caligrafia, depois desta idade, só pode melhorar (bate no fundo aqui);
- Escrever textos em folhas brancas não melhora com a idade;
- A minha mãe devia ter tido uma fotocopiadora a cores em 1999;
- Apesar do menino gostar muito de mim ainda não sabia o quanto odeio o nome Ana.
1- O Tiago via muito bem;
2- Eu brimcava nuito ben con os neus anigos;
3- Já com 8 anos eu era inesquecível;
4- Fazemos sempre pedidos impossíveis, seja em que idade for.
Podemos ainda extrair outras informações da carta:
- A nossa caligrafia, depois desta idade, só pode melhorar (bate no fundo aqui);
- Escrever textos em folhas brancas não melhora com a idade;
- A minha mãe devia ter tido uma fotocopiadora a cores em 1999;
- Apesar do menino gostar muito de mim ainda não sabia o quanto odeio o nome Ana.
O nome dele era, e é, Tiago Rodrigues e compreende-se pela carta que ele estava perdidamente e momentaneamente doente da cabeça. Por mais engraçada que a carta seja, temos de ter pena do miúdo que, em tão tenra idade, já desperdiçava tempo a enviar-me cartas. Eu compreendo, a Ana Sofia dessa altura devia ser boa pessoa. Vejam no que me tornei, ahah.
Agora, a minha pergunta é: Quando é que as cartas da minha gaveta atafulhada vão passar a ser lidas por mim com a ternura com que olho para esta?
"Vem vento vem, e leva contigo o tempo também"
"Vem vento vem, e leva contigo o tempo também"

Eu percebi o que querias dizer, percebi à primeira a ultima parte.. fantástico não?
ResponderEliminarTenho uma gaveta como a tua e as vezes tenho a tentação de a abrir, só que sei que quando a abrir vou precisar de muitooo tempo, é uma vida que lá está e mais que isso, vou precisar de saber tal como tu, ler com ternura.
adorei o ''és muito bonita e gosto muito de brincar COM(espaço)TIGO''
ResponderEliminara afilhada que nao gosta de ti (:
SOFII que heartbreaker!eheh:D
ResponderEliminartambem tenho historias dessas!houve uma historia particularmente engraçada...
já me deixaram um desenho (uma especie de retracto) por baixo de um chinelo meu.Enquanto estava eu muito descansadinha a banhar-me na piscina ,estava um gajo a desenhar-me!olha mas que bem...acho que todos nós temos uma caixa especial onde guardamos os bocados da nossa historia,que fizeram o que somos hoje!
Gostei do tema:P
http://sopadicenoura.blogspot.com/
ResponderEliminarInspiraste-me..... a criar um.. não sei é se terei criações!
abraço, cheio de saudades,
sara
eu também tenho "essa" gaveta! Por mais que queira não consigo deitar fora alguma "tralha" que são pedaços da minha vida também!
ResponderEliminarEu não tenho uma gaveta nem uma caixinha. Tenho várias gavetas e, se calhar, algumas caixinhas. Não por ter recebido muitas cartas (nem tenho ideia de receber alguma...) mas porque tenho tudo separado e espalhado por aí. Lembro-me de um livro que recebi quando saí da primária... Tivemos que escrever qualquer coisa para cada um dos nossos colegas e professora. Os meus podem-se resumir a "gordo" e "engraçado"... Eram uns fofos!..
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