Lhasa de Sela
Começo o ano com as coincidências que me perseguem desde sempre.
A história começou ontem quando reparo no erro da Blitz, que anúncia no twitter pouco depois da meia-noite, que uma qualquer cantora não morreu segundo fontes da própria editora e, passadas nove horas, anuncia que afinal a tal cantora morreu de cancro da mama.
Na altura, como devem ter percebido, nem sequer me dei ao trabalho de ir ver quem era a cantora de quem tanto se falava e ignorei simplesmente a informação.
Já hoje, no carro, ia embrenhada nos meus pensamentos (porque a minha irmã me levou os phones e esqueceu-se deles no cacifo da escola, senão iria a ouvir música), quando reparo que o meu pai vai a ouvir TSF. Dou um pouco mais de atenção, oiço a voz tão característica do Carlos Vaz Marques e apercebo-me, rapidamente, que estava a passar o "Pessoal e Transmissível". Para quem não sabe, este é um programa da TSF, onde o Vaz Marques entrevista pessoas interessantes, que têm algo de importante a transmitir.
Ponho-me então a ouvir a entrevista a uma mulher, a quem não reconheço a voz, com um sotaque carregadíssimo de espanhol americano. No final da conversa já estava tão interessada na senhora que me convenci mentalmente a ir pesquisar mais informação sobre ela. Segue-se uma música ("Soon this space will be too small"), que ainda faz parte do programa e, quando chegou ao fim, uma qualquer voz da TSF anunciou algo como:"E foi a recuperação possível da entrevista de Carlos Vaz Marques a Lhasa de Sela em 2005, cantora que morreu no primeiro dia de Janeiro deste ano."
Como é fácil de prever deu-se em mim uma luz, depois um baque e por fim um sentimento estranho de perda por algo que tinha acabado de conhecer.
As músicas dela que já consegui ouvir dizem-me imenso, experimentem ouvir vocês também depois do episódio:
E a vocês? Acontecem-vos coisas assim com frequência?
Falecer aos 37 com cancro da mama, é doloroso! Seria preferível que a sua voz nunca se apagasse!
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