nature sounds

press play.


Há algo de romântico numa tempestade. Uma ponta de medo e uma outra de aconchego.
Sabe bem, de alguma forma, sentir o perigo lá fora quando estamos bem protegidos e abrigados.
A chuva não nos atinge, não nos consegue chegar. Conseguimos, no entanto, vê-la a correr por aí, menina do seu nariz, a tocar tudo por onde passa.
Aos relâmpagos sorrimos, não vá ser um deles uma fotografia! Mas logo de seguida alguém zangado com um sonoro trovão nos faz enroscar nos braços ao nosso lado. E aos que parecem não acabar respondemos com abraços ainda mais apertados para nos certificarmos que nada de mal acontece.
O granizo é uma piada curta repetida tanta vez que só apanhada com a mão e levada à boca é que passa a ter alguma graça. É o nosso pedaço de gelo.

Mas é o vento que nos deixa apaixonados. É o vento que nos leva pela mão em dias tristes, e é o vento que nos arrasta para dias mais felizes. E depois, deixa-nos por aí, bem entregues a dias mais risonhos. Dias em que conseguimos ver o romantismo até numa tempestade.

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