"Vou-me embalando"
Quando menos espero, algo me envolve. Num aperto bem justo que me deixa segura como se o para sempre existisse. De vez em quando, não sempre, não quando quero, não quando espero ou preciso. Mas volta sempre.
Diz-me coisas que não quer nas pausas, na respiração e numa ou outra coisa que deixa escapar propositadamente. Será?
E depois fica comigo, uma, duas, três horas ou pela noite dentro se não contar as horas que vão passando.
Conta-me histórias, das que me tiram o sono e me fazem ficar inquieta de curiosidade e rebolar nos lençóis.
Fala-me de intrigas, de segredos que me confia como se eu os fosse guardar num cofre. Nunca me pede a chave.
Mas aperta-me sem saber, um desejado e pontual aperto que me dá certezas de que há coisas que não acabam. Nunca.
Será que também te acontece o mesmo?
Ontem, não te deixei partir. Com saudade agarrei a tua mão e adormeci assim.
fiquei tentada em pôr doloroso. em certa parte, não deixa de o ser. apesar de estar maravilhosamente bem escrito. *
ResponderEliminars
doloroso seria se não tivesse motivo para escrever isto.
ResponderEliminarmas obrigada por perceberes :)
A mim também me acontece o mesmo. Acontece quando penso em ti. Amo-te
ResponderEliminarhumm.. acho que houve um engano aqui ^
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