Rec.

Se há palavra difícil de assimilar, essa palavra é compromisso.
Pequenas coisas como assinar um contrato com uma rede de telemóveis, registar o nosso nome numa qualquer biblioteca municipal ou pregar uma fotografia na parede não custam a ninguém. Aqui ninguém vacila.
Pensar em comprar um carro, que sabemos que vai durar por algum tempo, em pintar uma parede do quarto, em assumirmos uma promessa escutista ou em adoptar um animal de estimação, já não é tão fácil, pois não?
Sentem o peso das vossas ligações a aumentar? (Já pareço o George Clooney a falar da backpack ^^)
Mas há ainda um nível mais elevado. Uma mudança de casa, um novo rumo no emprego, um casamento (ou o que lhe quiserem chamar) ou uma doação de um órgão. Já poucos se arriscam por aqui.
Compromisso. Uma ligação que, levada ao extremo, se torna irreversível.
Quando terá sido que adquirimos este enorme pavor a compromissos? Será que vivemos sobre mentiras até nos comprometermos com algo? Existirá um pequeno momento, imediatamente antes de nos comprometermos irremediavelmente, em que, subitamente, nos apercebemos das ligações que estamos prestes a estabelecer?

Agora pensem realmente, antes de responderem à pergunta que os Snow Patrol cantam a cada um de nós. Compreendam o conceito por detrás da música Chasing Cars (link) que, por mais que tente, não consigo reescrever com palavras minhas.

Se, hoje, alguém vos perguntasse:
"Would you lay with me and just forget the world?"
comprometiam-se?

Comentários

  1. É o que o Paulo diz, depende das circunstâncias. Mas lá está, lá estávamos nós a pensar demasiado no que se estava a passar, talvez. Será que nada consegue ser espontâneo?!

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  2. Gostei do texto!Tema interessante,se bem que é um pouco subjectivo tendo em conta que cada um encara um compromisso de maneira diferente.Ha que saber lidar com as situaçoes e ter plena consciencia das consequencias que advêm desse compromisso.

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  3. o medo deve-se à incerteza dos compromissos.. acho que existiu um qualquer momento na história em que os compromissos não eram quebrados, eram levados a sério, mas por qualquer razão desconhecida isso deixou de acontecer. um compromisso acarreta responsabilidade e a sociedade está cada vez mais irresponsável.
    Em relação à pergunta, aí está, depende, era algo a pensar, para não existir um compromisso falhado.

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  4. Fia só me comprometo quando sei que vou cumprir. Se alguém me fizesse essa pergunta eu responderia não. Porquê? Quem me ama não me quer isolar. Beijinhos

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  5. Vejo-o de outra forma. Um compromisso assim requeria um amor tão supremo que poucos chegam a atingi-lo. Mas obrigada pela opinião.

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  6. Sim, comprometer-me-ia. As consequências de qualquer acto podem ser solucionadas e contornadas. Sejam positivas ou negativas, essas, tornam-nos fortes e ensinam-nos a viver. Qual é a piada da vida se não corremos riscos? Nenhuma.
    Dá tanto gozo conquistar algo com alguém, vencer algo, superar algo... Não volto atrás com a minha palavra. Diria sim, correria o risco.

    Bruno

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  7. Um compromisso selado com um beijo, uma mão dada que diz tudo, um olhar que diz "eu quero", "eu vou". Valem mais que um papel, um acordo bem discutido e bem reflectido. O que diz o coração, vale mais. E depois é uma questão de coragem para fazer e força para continuar.

    Bom texto!

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  8. Os compromissos fazem parte da vida, em todas as áreas, e são assumidos interiormente por cada um...kisses

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